15 setembro 2007

Sítio novo

Está oficialmente no ar o novo endereço do blog:

http://blogdomarcelosantana.futebolbaiano.net

Espero vocês, bem-vindos e fiquem à vontade, claro!

14 setembro 2007

Transferência de endereço do blog

Amigos blogueiros, amanhã estrearei oficialmente o novo endereço do blog.

Vou fazer parte do site
http://www.futebolbaiano.net, conhecido da maioria que acompanha o futebol daqui do estado.

E de quem gosta de futebol em qualquer lugar.

Agradeço aos que me prestigiaram nestes quase dois meses.

Cada um no seu estilo, todos são importantes: acessos, comentários, críticas, elogios e, claro, talvez o que me orgulhe mais, as indicações de vocês a outros amigos.

Divulgo o endereço através do blogspot, amanhã.

Contudo, não precisa pensar muito para descobrir qual será no futebolbaiano.net.

Ah, conseguimos transferir todas as notícias antigas e também minhas contratações para o novo endereço, porém, infelizmente, não tivemos o mesmo sucesso com os comentários: desculpa.

Amanhã, lá, podem me malhar à vontade... Amanhã?

Abraço

13 setembro 2007

Carlos Alberto: o escape do Bahia

Carlos Alberto participou diretamente de cinco dos sete gols do Bahia nos últimos quatro jogos.

Não digo ser unanimidade na lateral-direita, pois um par de problemas extra-campo destroçou a confiança da torcida e, mesmo o relacionamento com Arturzinho, estremeceu.

Com Carlos Alberto inspirado, o Bahia escapou da crise criativa do meio-de-campo nas últimas rodadas.

Na Série C, são oito passes decisivos: três com bola rolando e cinco em cobrança de falta.

O Bahia, ataque mais positivo do campeonato, marcou 28 vezes.

Abaixo, uma conversa no Fazendão:

MS – Por que um jogador de talento não se firmou no Cruzeiro e tampouco no Atlético-PR? Problema extra-campo também por lá?
CA – Eu estava subindo ao profissional quando o Cruzeiro foi campeão brasileiro, em 2003. Tinha pouca oportunidade. Daí, fui emprestado ao Londrina, fui expulso em uma partida e peguei 120 dias de suspensão. Meu contrato terminou neste período. Fiquei sem clube. No Atlético-PR, joguei algumas vezes com Givanildo. Mas, com Vadão, perdi espaço.

MS – A torcida e a imprensa dizem que você cansa no segundo tempo, quando não apóia bem. Concorda?
CA – Eu subo quando estou à vontade e vejo que existe espaço. Não sei se mais no primeiro ou no segundo tempo. O que acontece é que, normalmente, forçamos mais no começo do jogo para pressionar o adversário e, no segundo tempo, como o resultado está mais garantido, o professor Arturzinho manda segurar para não dar o contra-ataque. Quando a coisa aperta, eu subo e viro opção de jogada. Não há problema.

MS – E sua melhora recente coincide com Luciano Baiano sendo relacionado...
CA – Acho que é normal em qualquer trabalho. Quando você tem um concorrente forte, você se esforça para ser ainda melhor. Ao mesmo tempo, fica mais sossegado quando não tem disputa de posição. Ninguém gosta de ser reserva!

MS – Você lidera as assistências do Bahia na Série C. São oito passes decisivos: três cruzamentos e cinco faltas indiretas. Contudo, sumiram os gols de cobrança direta. Foi somente um no ano, contra o Colo-Colo, em março.
CA – Aqui, treinamos muito de todas as maneiras. A diferença é que no Itabuna eu batia todas de onde fosse. Não havia nenhuma jogada ensaiada: era mandar no gol ou nada. Aqui, Arturzinho gosta de ensaiar as jogadas e o posicionamento. Ele diz que a barreira sempre anda, mexe, e a gente não acerta o gol. Então, busca o companheiro.

12 setembro 2007

O exemplo do cidadão Felipe

No “Papo de sábado”, o site globoesporte.com publicou entrevista com o goleiro Felipe, que sonha ser “Felipe da Fiel”, conquistando a torcida do Corinthians.

O ex-goleiro do Vitória também foi questionado sobre a conturbada saída do clube que defendeu por dez anos logo após o rebaixamento para a Série C, no Barradão.

Abaixo, reproduzo este trecho e acrescento uma informação: Felipe revelou no programa “Juca Entrevista”, da ESPN Brasil, que Paulo Carneiro propôs acordo para extinguir o processo sobre racismo, porém, junto com seu pai, ele decidiu ir até o fim para ouvir o que a Justiça tem a dizer.

GLOBOESPORTE.COM: Sua saída do Vitória foi conturbada. Já superou isso?

Felipe: Houve o problema de racismo. Saí meio por baixo, foram dez anos de clube. Mas passou. Estou processando o ex-presidente Paulo Carneiro, que me xingou. Já teve audiência e tudo. Ele disse que eu estava vendido para a Portuguesa, que recebi dinheiro. Falou da minha cor. Mas dei a resposta dentro de campo. Depois fui procurado pela Portuguesa. Você acha que um time que teria me dado dinheiro me contrataria? Eles poderiam correr esse risco? Não vou desistir do processo, mas já passou.

11 setembro 2007

Uma estréia decepcionante no Barradão

O Vitória ficou no quase por três vezes no primeiro tempo.

Alex Santos tentou fazer um golaço de cobertura ao ver o goleiro Márcio Augusto adiantado, aos 16 minutos, e 17 depois, cobrou falta com força e bola cruzou na frente do gol.

Aos 37, em excelente passe de Jackson, Edílson invadiu a área e, ao invés de assumir a responsabilidade e chutar a gol, preferiu tocar para trás para Marcus Vinícius bater prensado.

Vadão certamente não gostava nada do que via, pois o time em campo não era sequer caricatura do time vibrante que dominou seu Atlético-PR na partida de ida pela Copa do Brasil, meses atrás, também no Barradão.

Aos 16 da etapa final, Sorato substituiu Marcus Vinícius, que era atacante na época do Bahia, porém voltando dizendo ser meia.

Logo em seguida, bola espirrada, Edílson, dentro da área, tocou de calcanhar para William Santana desperdiçar a chance mais clara até então, isolando por cima do gol.

A torcida, de parabéns, empurrava, embora incomoda com o placar.

E o jogo fácil estava dificílimo.

Culpa exclusiva do Vitória, pois o Ituano fez pouco como previsto.

Aos 36, Edílson perdeu gol claríssimo, na marca do pênalti, em bola amortecida no peito por Sorato após lançamento de Faioli, que entrara no lugar de William Santana.

Um empate sem gols que nada acrescenta na luta do Vitória pelo acesso à Série A.

E lá vem o Vitória de Vadão...

Desde 2003, Marco Aurélio foi o único treinador a estrear com derrota no Vitória.

No mais, foram nove vitórias e quatro empates.

Vadão larga, no Barradão, contra o Ituano, lanterna da Série B com apenas 19 pontos.

Clube com o terceiro pior ataque (27) e a segunda pior defesa (47) do campeonato.

É também quem menos ganhou (5) e quem mais perdeu (15).

Mesmo assim, vai ter quem enxergue dureza e recorde os 3x1, na ida.

Mas foi justo por se engasgar com times assim que o Vitória ainda não decolou.

Está em sexto e não termina no G-4 desde a 19ª rodada.

Vadão que faça a parte dele seja com pouco tempo ou sem treino no clube.

Aceitou o desafio, então vai ser cobrado pelos resultados de seu time.

Hoje, às 20h30:
(2º, 41p) Criciúma x Ipatinga (3º, 40p)
(6º, 37p) Vitória x Ituano (20º, 19p)

Sexta-feira, às 20h30:
(10º, 34p) Ponte Preta x Santo André (18º, 28p)
(11º, 31p) São Caetano x Santa Cruz (14º, 31p)

Sábado, às 16h:
(4º, 40p) Brasiliense x Coritiba (1º, 43p)
(9º, 34p) CRB x Ceará (12º, 31p)
(15º, 30p) Fortaleza x Gama (13º, 31p)
(5º, 37p) Marília x Portuguesa (7º, 37p)
(17º, 29p) Paulista x Barueri (8º, 37p)
(19º, 21p) Remo x Avaí (16º, 30p)

10 setembro 2007

Vadão e o equilíbrio que o Vitória precisa

O Vitória queria Vadão quando trouxe Marco Aurélio.

O ex-treinador pagou o preço pelo atual não fechar com o exterior.

Que o time não tinha padrão tático, era verdade.

Mas foi falsa a justificativa de ter sido este o motivo da demissão.

Como política faz parte do futebol, a fala fajuta foi bem empregada.

Afinal, o Vitória precisa de tranqüilidade para o bom elenco render.

Vadão não é salvador da pátria como alguns esperam.

Talvez isto lhe atrapalhe um pouco nesta parte decisiva da Série B.

Note que são apenas quatro títulos na carreira, o último com o São Paulo, em 2001.

Mas o condutor do Carrossel Caipira tem uma carreira sólida; normalmente completa temporadas nos clubes.

Graças à honestidade nos bastidores e ao equilíbrio em campo.

Raramente seus times estão na metade inferior da tabela.

E elenco, repito, para voltar à Série A, o Vitória tem até com sobra.

Aliás, o pior dos últimos quatro trabalhos de Vadão tem aproveitamento de pontos superior ao mais destacado trabalho de Marco Aurélio, exceto este do Vitória.

Compare, abaixo, como ambos chegaram ao Vitória:

Vadão:

Bahia (Jan 04/ Dez 2004): 26 vitórias, 9 empates e 14 derrotas, aproveitamento de 59,18%.

Ponte Preta (Jan 05/ Jul 05): 14 vitórias, 6 empates e 13 derrotas, aproveitamento de 48,48%.

Ponte Preta (Dez 05/ Maio 06): 8 vitórias, 9 empates e 10 derrotas, aproveitamento de 40,74%.

Atlético-PR (Jul 06/ Jun 07): 26 vitórias, 16 empates e 18 derrotas, aproveitamento de 52,22%.

*Treinou o Tokyo Verdy 1969, do Japão, no segundo semestre de 2005.

Marco Aurélio:

Figueirense (2005): 2 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, aproveitamento de 25,6%.

Atlético-MG (2005): 6 vitórias, 2 empates e 9 derrotas, aproveitamento de 39,21%.

Ponte Preta (2006): 6 vitórias, 4 empates e 9 derrotas, aproveitamento de 38,6%.

Fortaleza (2007): 3 vitórias e 5 derrotas, aproveitamento de 37,5%.

Vitória (2007): 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, aproveitamento de 48,15%.

Uma luz emana dos estádios

O “Refletor” é distribuído antes e durante os jogos de Bahia e Vitória, desde agosto.

Sua luz veio do futebol europeu e do beisebol norte-americano.

Com uma clara diferença: nestes dois centros, são os clubes que informam seus torcedores com revistas, geralmente, mensais ou quinzenais, a depender do interesse que partida e competição despertam.

Lá, os sócios recebem as publicações em casa.

A aposta totalmente independente do trio Alan Verhine, Aloísio Manga Rosa e Thiago Marinho está no carente mercado baiano.

Lembrando: a distribuição do jornal é gratuita e acontece sempre nos jogos no Barradão e na Fonte Nova.

Que eles tenham sucesso!

Vai ser bom para nossa imprensa e para o torcedor, com mais opções.

Desejo como amigo de dois deles e colega de profissão dos três.

09 setembro 2007

Vadão desembarca amanhã em Salvador

O Vitória ainda não oficializou a contratação de Oswaldo Alvarez, o Vadão.

Jorge Sampaio e Alex Portela Júnior discutem, por telefone, com o empresário e advogado do treinador, Fernando César, os últimos detalhes do contrato.

Mesmo assim, no início desta noite, Vadão, que está em São Paulo, foi ao aeroporto pegar vôo com destino a Salvador.

Se na primeira tentativa rubro-negra, antes de Marco Aurélio, ele preferiu aguardar negociação com o exterior, agora, até Vadão acredita que não há como dar errado, independente de rubrica em papel.

Marcação cerrada na FBF

Ednaldo Rodrigues está decepcionado com o resultado dos árbitros filiados à FBF integrantes do Quadro Nacional da CBF avaliados em prova sobre regras do futebol.

Para lembrar: a Bahia ficou em 23º lugar no ranking, entre 26 estados mais Distrito Federal, com três aprovados, dez na “segunda chamada” e sete reprovados pelo resto do ano.

O presidente da FBF entende que apenas uma ampla reforma poderá recuperar a credibilidade e planeja mexer em até 40% do quadro já no próximo ano.

Além da prova da CBF, a entidade vai trazer três instrutores especialistas em arbitragem para ministrar cursos e avaliar os árbitros centrais e assistentes do estado.

O grupo também vai indicar como formar novos árbitros.

E não estão descartadas mudanças na Comissão Estadual de Árbitros de Futebol, presidida por Wilson Paim e integrada por José Carlos Santos Oliveira, Luis Antônio Lima e Paulo Jackson Mota da Silveira.

08 setembro 2007

Bahia arranca empate no Amazonas

O Bahia começou o jogo esperando o Fast, apostando no contra-ataque.

Contudo, aos poucos, o clube amazonense fechou o cerco e sufocou.

Aos 23 minutos, Michel Mineiro botou Márcio para trabalhar.

Em seguida, a arbitragem anulou corretamente gol de Bazinho.

Aos 33 minutos, Ronimar, de pênalti, com paradinha, deixou Márcio de joelhos para fazer 1x0.

E olhe que Márcio, na jogada da penalidade, ainda espalmou chutes de Michell Mineiro e Bazinho, antes de Rodrigo Ítalo pegar a segunda sobra e cruzar, com a bola tocando no braço de Alison e o árbitro Edilson Ramos da Mata interpretando pênalti.

Dois minutos depois, Labilá salvou em cabeçada de Charles.

O empate veio aos 37, com Alison aproveitando de cabeça falta cobrada por Carlos Alberto.

O jogo mudava de dono de repente e Labilá já se virava para evitar a virada, redundância à parte, em giro rápido de Charles.

Com a torcida fazendo barulho e festa, era de se esperar um segundo tempo movimentado.

Não avisaram ao Bahia, que esfriou os ânimos logo aos 50 segundos: Cléber finalizou com estilo cruzamento de Carlos Alberto: 2x1.

O Fast passou a atacar como fosse.

E Márcio, por duas vezes, a evitar oportunidades claras de empate.

Humberto foi expulso aos 39 e Eduardo, aos 44.

Entre um vermelho e outro, aos 40, Rondinelli marcou para 2x2.

Sorte do Bahia que faltava pouco tempo, afinal, com uns minutos a mais, o Fast ou sua torcida virariam o jogo.

Fervia o caldeirão do Floro de Mendonça, estádio cara de Série C.

O outro jogo do grupo 25, entre ABC-RN e Imperatriz-MA, foi adiado pela CBF, pois o clube maranhense será julgado amanhã, no STJD.

Vitória recupera pontos no ABC

O Vitória mais assistia o Santo André que jogava.

Os paulistas, tranqüilos em casa, desperdiçaram uma, duas, três chances claras.

Leandrinho, dentro da área, mandou para fora logo no começo.

Foi pior aos 27 minutos.

Porque Ney se desdobrou em bola colocada por Leandrinho e, no rebote, Fernando Diniz, roçando a pequena área, chutou ao lado.

Dois minutos depois, Jackson tocou de lado e Vanderson mandou tirambaço, vencendo o goleiro Neneca, imóvel: 1x0.

Segundo gol dele em dois anos de clube; outra pancada de longe.

Castigo merecido para a incompetência do Santo André, embora exagerado para o que produzia o Vitória.

Mas a graça do futebol está aí, no imponderável.

O placar era o que importava.

Quando não dá para conciliar ganhar e jogar bem, que se ganhe.

Aos 12 do segundo tempo, Marcus Vinícius, com extrema categoria, amorteceu de peito o cruzamento de Jackson para Joãozinho, da entrada da área, ampliar a vantagem.

Depois, foi administrar.

O Vitória recuperou os três pontos perdidos no Barradão.

E, no sobe e desce da Série B, desta vez se deu bem.

Resultados da 24ª rodada:

(16º, 30p) Avaí 1x0 Criciúma (2º, 41p)
(8º, 37p) Barueri 2x1 Ponte Preta (10º, 34p)
(12º, 31p) Ceará 0x1 Fortaleza (15º, 30p)
(1º, 43p) Coritiba 2x1 Remo (19º, 21p)
(13º, 31p) Gama 1x2 Brasiliense (4º, 40p)
(3º, 40p) Ipatinga 4x0 CRB (9º, 34p)
(17º, 29p) Paulista 0x1 São Caetano (11º, 31p)
(7º, 37p) Portuguesa 3x1 Ituano (20º, 19p)
(14º, 31p) Santa Cruz 1x0 Marília (5º, 37p)
(18º, 28p) Santo André 0x2 Vitória (6º, 37p)

Marco Aurélio vai para o tudo ou nada

Marco Aurélio praticamente joga seu emprego no ABC.

E até com razão a diretoria do Vitória deve trocar de técnico caso o time tropece outra vez no Santo André, embora o momento paulista seja outro e o erro tenha sido substituir (e por quem) Givanildo Oliveira.

O desafio da Série B não é pequeno: exige equilíbrio!

E a campanha rubro-negra, até agora, dá nos nervos.

São 11 triunfos e um empate ao marcar o primeiro gol.

E 11 derrotas quando sai em desvantagem no placar.

Como consolo, o time tampouco passou três jogos sem vencer.

Se ganhar, o Vitória termina a 24ª rodada em quinto ou sexto lugar.

Vai depender do Ipatinga, que pega o CRB, em Minas Gerais.

Resultados, jogos e classificação parcial:

Ontem
(15º, 30p) Avaí 1x0 Criciúma (2º, 41p)
(1º, 43p) Coritiba 2x1 Remo (19º, 21p)
(13º, 31p) Gama 1x2 Brasiliense (3º, 40p)
(16º, 29p) Paulista 0x1 São Caetano (11º, 31p)
(6º, 37p) Portuguesa 3x1 Ituano (20º, 19p)
(14º, 31p) Santa Cruz 1x0 Marília (4º, 37p)

Hoje às 16h
(10º, 34p) Barueri x Ponte Preta (9º, 34p)
(12º, 31p) Ceará x Fortaleza (18º, 27p)
(5º, 37p) Ipatinga x CRB (8º, 34p)
(17º, 28p) Santo André x Vitória (7º, 34p)

07 setembro 2007

Série B tem seu quinto clube líder

O Criciúma perdeu por 1x0 para o Avaí, no clássico catarinense.

O Coritiba pegou o Remo e ganhou por 2x1, no Couto Pereira.

São só dois dos seis jogos de hoje pela 24ª rodada da Série B.

Mas basta!

Pois você soma os resultados e vê o quinto clube a liderar o campeonato.

É o Coritiba dando seu grito de independência no 7 de setembro.

Com 43 pontos, ninguém o ameaça no complemento de rodada, amanhã.

Abaixo, os clubes líderes e seus treinadores na ocasião:

Vitória: 1ª e 4ª rodadas – Givanildo Oliveira.
Fortaleza: 2ª e 5ª rodadas – Marco Aurélio.
Ponte Preta: 3ª rodada – Nelsinho Baptista.
Criciúma: da 6ª à 21ª – Gelson Silva.
Criciúma: 22ª – Luiz Gonzaga Milioli (interino).
Criciúma: 23ª – Renê Weber.
Coritiba: 24ª – René Simões.

06 setembro 2007

Givanildo recusou oferta do Vitória para voltar

Jorge Sampaio ligou para Givanildo Oliveira por volta do meio-dia, ontem.

Era o Vitória, com Marco Aurélio, desembarcando em Salvador e ele ao telefone com o ex-treinador.

Tudo praticamente ao mesmo tempo.

Na conversa, o presidente da S/A escancarou as portas para o retorno.

Também voltariam à Toca o preparador-físico Wellington Vero e o auxiliar-técnico Cláudio Prates.

Givanildo Oliveira argumentou que não queria ter saído do clube e até gostaria de voltar, porém havia acertado compromisso com o Brasiliense, clube que ainda tinha Wanderley Paiva oficialmente no cargo.

Talvez, por duas horas de atraso na ligação, o “ex” não seja o novo treinador do Vitória.

Talvez, porque Givanildo deixou muito claro sua completa decepção pelo modo como saiu.

Givanildo Oliveira e equipe se apresentam esta tarde no Brasiliense.

Você era favorável ao retorno, independente da demissão anterior?


Esclareço uma informação: Givanildo, caso voltasse, queria trazer Wellington Vero. Jorge Sampaio, depois do desgaste, não aceitava. Impasse que, desta vez, não precisou ser resolvido entre presidente e treinador, quem, aliás, presenteou o dirigente na despedida com um livro; dedicatória incluída.

*Atualizada às 15h27.

05 setembro 2007

Campeões estaduais fracassam na Série C

As vagas da Série C são reservadas para os melhores colocados dos estaduais, além de rebaixados da Série B no ano anterior.

Excluindo-se, claro, quem disputa o Brasileiro Séries A ou B.

Mas só cinco campeões estaduais chegaram à terceira fase em 2007: ABC-RN, Atlético-GO, Coruripe-AL, Nacional-PB e Rio Branco-AC.

Para completar, um campeão estadual não consegue o acesso desde 1999, quando o São Raimundo-AM fez sua dobradinha.

São oito anos; ou 15 clubes.

Por que você acha que isto acontece?

Abaixo, a lista dos promovidos desde então e, entre parênteses, o campeão estadual:

Série C 2006
Criciúma-SC (Figueirense)
Vitória-BA (Colo-Colo)
Ipatinga-MG (Cruzeiro)
Barueri-SP (Santos)

Série C 2005
Remo-PA (Paysandu)
América-RN (ABC)

Série C 2004
União Barbarense-SP (São Caetano)
Gama-DF (Brasiliense)

Série C 2003
Ituano-SP (Corínthians)
Santo André-SP (Corínthians)

Série C 2002
Brasiliense-DF (CFZ)
Marília-SP (São Paulo)

Série C 2001
Paulista-SP – ex-Etti Jundiaí (Corínthians)
Mogi Mirim-SP (Corínthians)

Copa João Havelange
Malutrom-PR (Atlético-PR)

Série C 1999
Fluminense-RJ (Flamengo)
São Raimundo-AM (São Raimundo)

04 setembro 2007

Mais uma derrota indigesta do Vitória

Desculpem-me pela demora na atualização.

Escrever para o jornal, voltar para casa e escrever de novo...

O fraco e sonolento primeiro tempo disputado no Ipatingão pode, pelo Vitória, ser entendido já na escolha do treinador Marco Aurélio.

Sem Joãozinho, com dores lombares, optou por Caíque ao invés de Sorato.

Escalou outro meia e formou o ataque com Marcus Vinícius e Edilson.

O time travou.

A velocidade, reconhecidamente maior virtude do rubro-negro, sumiu.

Aos 37, Ney, no reflexo, evitou que Duílio abrisse o placar.

Até ali não havia jogo.

E, no minuto seguinte, Gérson Magrão acionou Adeílson, que foi à linha de fundo e cruzou rasteiro, fraco, mas Anderson Martins, sozinho, bateu na bola e entregou para Gérson Magrão acertar um pombo sem asa, em lindo gol.

Só restava ao Vitória correr atrás.

No intervalo, Marco Aurélio trocou Alysson e Marcus Vinícius por William Santana e Sorato.

Promessa de muita emoção.

Na etapa final, Fred fez uma defesa espetacular em cabeçada à queima-roupa de Edilson, logo aos quatro minutos.

E ainda salvou o Ipatinga, pelo menos, duas vezes.

Ney foi fundamental uma vez, em falta de Leandro Salino, aos 16.

Os últimos dez minutos foram de ataque baiano x defesa mineira.

Apodi, independente do lado de campo, sobrava.

Chances se sucederam até para virar o jogo, contudo, cadê a pontaria?

E o 1x0 permaneceu: excelente para o Ipatinga e nada digno para o Vitória.

Resultados da 23ª rodada da Série B:

(10º, 34p) Barueri 0x0 Avaí (18º, 27p)
(5º, 37p) Brasiliense 1x1 Santo André (14º, 28p)
(11º, 31p) Ceará 0x0 Portuguesa (9º, 34p)
(4º, 37p) Ipatinga 1x0 Vitória (6º, 34p)
(20º, 19p) Ituano 1x1 Gama (12º, 31p)
(3º, 37p) Marília 1x0 Criciúma (1º, 41p)
(8º, 34p) Ponte Preta 2x1 CRB (7º, 34p)
(19º, 21p) Remo 3x2 Paulista (13º, 29p)
(15º, 28p) São Caetano 1x1 Coritiba (2º, 40p)
(16º, 28p) Santa Cruz 1x0 Fortaleza (17º, 27p)

Agora, a "Crise do Apito"

A CBF avaliou, em agosto, o conhecimento de árbitros centrais e assistentes do quadro nacional através de prova de múltipla escolha, com quatro alternativas de resposta.

O resultado foi divulgado quinta-feira (30), às 14h25 – clique aqui.

Dos 416 avaliados, 36 (8,6%) já foram reprovados para o restante do ano por fazerem menos de 5 pontos.

Outros 60 (14,4%), com média entre 5 e 5,5 pontos, vão ser afastados do sorteio a contar a partir de 10 de setembro até que, em avaliação futura, somem 7 de média, informa o documento.

Um quarto dos árbitros (104, exatos 24,9%), aprovado com média entre 6 e 6,5, vai precisar fazer novo exame e tirar 7 de média, pelo menos.

Somente 188 (45,1%), menos da metade, somaram mais que 7 pontos de média e estão “aptos para as designações no restante das competições”, indica o Ofício Circular n° 45/2007-CA/CBF, assinado por Sérgio Corrêa da Silva, presidente interino da Comissão de Árbitros da CBF.

Pergunto: e daí?

Quem são os árbitros que não podem mais apitar?

Onde foi publicada a lista nominal de “reprovados”?

Torcedor, talvez seu time tenha sido, com rubrica em papel, prejudicado nas partidas do final de semana do Campeonato Brasileiro: Séries A, B e C.

Seria um crime?!

Ou faz parte do jogo?

Ou eu interpretei tudo errado?

Afinal, errar é humano, sabemos.

Ah, a arbitragem baiana ficou na 23ª colocação: sete reprovados de 20!

Vou tentar apresentá-los à noite.

E apenas três árbitros, todos assistentes, tiveram nota acima de 7 e ganham parabéns:

O Fifa Alessandro Álvaro Rocha Matos, com 9,5; Adson Márcio Lopes Leal, com 8,5; e Luis Carlos Teixeira, com 8.

Para você, qual árbitro é o pior dos piores?

Vale desde aposentando até quem insiste de teimoso.

*Atualizada às 12h29 de quarta-feira. Não consegui a lista com as notas individuais de todos os árbitros baianos. Mas, ainda esta semana, apresento todos que fizeram à prova. Afinal, dez vão precisar fazer segunda chamada, dia 14 deste mês, e sete, os reprovados, vão fazer o curso de 20 horas/aula, entre setembro e outubro.

Rodada aberta na apertada Série B

A gangorra do Vitória na Série B causa náuseas no torcedor.

E a partida contra o Ipatinga é chave para virmos a conhecer as reações futuras.

Proponho que façamos um rápido exercício:

Corte a tabela de classificação ao meio.

Em cima, de Criciúma (1º, 41p) a Ponte Preta (10º, 31p).

Embaixo, de Ceará (11º, 30p) a Ituano (20º, 18p).

Último do G-4, o Marília tem 34 pontos, como Vitória, CRB e Ipatinga.

Três pontos separam o 4º lugar (Marília) do 10º (Ponte Preta): são sete clubes!

E mais três pontos, o 11º (Ceará) do 16º (São Caetano), último a escapar do rebaixamento: mais seis equipes!

Ou seja, 13 dos 20 clubes estão separados por sete pontos.

Com 36 pontos, o Brasiliense acha que vai subir.

Com 26 e 25, Avaí e Santa Cruz pensam que dá para não cair.

Apenas Criciúma (41p), Coritiba (39p), Remo (18p) e Ituano (18p) têm mais claro seu papel na Série B.

Os outros, a maioria absoluta, estão no bolo, comidas 22 das 38 fatias.

Hoje e sábado, vamos comer mais duas.

Saborosas ou enjoativas?

As partidas pela 23ª rodada da Série B:

Às 19h30
(9º, 33p) Barueri x Avaí (17º, 26p)
(7º, 34p) Ipatinga x Vitória (5º, 34p)

Às 20h30
(3º, 36p) Brasiliense x Santo André (15º, 27p)
(11º, 30p) Ceará x Portuguesa (8º, 33p)
(20º, 18p) Ituano x Gama (12º, 30p)
(4º, 34p) Marília x Criciúma (1º, 41p)
(10º, 31p) Ponte Preta x CRB (6º, 34p)
(16º, 27p) São Caetano x Coritiba (2º, 39p)

Às 21h45
(19º, 18p) Remo x Paulista (13º, 29p)
(18º, 25p) Santa Cruz x Fortaleza (14º, 27p)

03 setembro 2007

Estrutura envelhecida

Sordidamente, tentaram mais uma vez silenciar torcedores do Bahia.

Dia 2 de setembro de 2007, Fonte Nova, Bahia x Atlético-PB, Série C.

Integrantes do Movimento Avante Esquadrão e da Consciência Tricolor levaram ao estádio uma faixa e a prenderam no alambrado atrás do gol da “Ladeira da Fonte das Pedras”, à esquerda das cabines de rádio.

Está escrito: "Maracajá & Cia., a derrota do Bahia".

Crítica que incomoda muitos e alegra outros tantos.

Obscuramente, duas pessoas, certamente a mando de alguém, foram ao local cobrar que se retirasse a faixa, como está registrado em vídeo – clique aqui.

Os manifestantes tentaram se impor, contudo, segundo relato de um deles, depois, com a chegada da polícia, a faixa foi retirada.

Não estava exposta há 20 minutos.

Mas a resistência persiste, apesar dos mecanismos de repressão.

E a faixa voltou para seu lugar no 2º tempo.

De onde, por lei, não deveria ter saído.

Ah, estão pintando as arquibancadas da Fonte Nova.

Maquiagem não basta!

Ela e o Bahia precisam de uma reforma completa.

Na estrutura física e ideológica.

Independente de faixas, mandos ou desmandos.