24 julho 2007

A Série B passa. Assim...

Terça-feira com rodada completa, às 20h30, pela Série B.

E lá se vai 37% do campeonato, assim, despretensioso.

Bom para surpreender os desatentos.

Na medida para expulsar do G-4 o derrotado de Brasiliense x Vitória, na Boca do Jacaré.

Marília e Gama, logo atrás na tabela, torcem por empate, direto do interior paulista.

Coritiba e Ponte Preta, no Couto Pereira, fazem partida vital para ambos.

O Coritiba tenta engrenar, senão repete filme do ano passado.

A Ponte também, porque correr atrás desgasta e nem sempre adianta.

No Heriberto Hulse, dá pena do Ituano.

Somente daqueles acontecimentos do futebol para o Criciúma, líder e 100% como mandante, não passar como um trator por cima do lanterna.

Ipatinga e Barueri devem fazer jogo equilibrado, em Minas.

Como Portuguesa e Avaí, no Canindé.

No Nordeste, dois jogos.

O Santa Cruz recebe o Ceará.

Com obrigação de vencer e empurrar o adversário para a zona de rebaixamento.

O Fortaleza pega o Santo André.

Vida dura pelo momento tricolor, mas ideal para renascer.

Para quem tem estômago e bola de cristal:

São Caetano x Remo, no ABC.

Paulista x CRB, em Jundiaí.

23 julho 2007

Homem de ouro

A imprensa baiana exulta a dupla de vôlei de praia Ricardo/Emanuel.

É natural no jornalismo aproximar a notícia do leitor.

E foi a primeira medalha dourada de um baiano no Pan Rio 2007.

Ricardo Alex Costa Santos nasceu em Salvador, em 6 de janeiro de 1975.

Mas nunca teve patrocínio por aqui.

Engrossou como mais um a lista de retirantes esportivos.

Em 1998, fixou residência em João Pessoa, na Paraíba, graças à estrutura competitiva montada por Zé Marco, seu parceiro no primeiro dos cinco títulos mundiais.

Foi lá, também, que desfilou em carro do Corpo de Bombeiros exibindo a medalha de prata trazida da Olimpíada de Sidney 2000.

A mais bela homenagem que ganhou na vida, contou-me, durante a etapa do Circuito Mundial disputada em Salvador, em 2005.

Mais que ter sido o primeiro, em 2004, e ainda ser o único atleta masculino brasileiro escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional para pertencer à galeria dos heróis olímpicos.

Seus olhos eram reflexo da alma.

Os de Carlos, ainda mais molhados, também.

Seu pai, contudo, lamentou a ausência de tributo no retorno de Atenas 2004 ao único baiano da história a conquistar um ouro olímpico.

Ricardo engoliu a seco.

E comentou a alegria de jogar com os amigos nas areias da Praia de Armação, onde começou assistindo ao tio Paulão, agora observado pelos filhos Giulia e Pedro.

Pois sempre que pode passa alguns dias na casa que mantém em Salvador.

Discreto.

Quase anônimo.

Resumo da 4ª rodada

Foram 93 gols em 32 partidas na Série C: 2,9 em média – a melhor até agora.

Quatro clubes se classificaram para a segunda fase: Bahia-AL, Confiança-SE, Coruripe-AL e Roma-PR.

O Vila Nova-GO, único 100%, ainda não.

Estes cinco integram o batalhão dos 11 invictos.

Já o Poções-BA está entre os 12 que ainda não ganharam.

Somente o Bahia não sofreu gol.

Ironia ou coincidência, você decide, apenas o América-SE não marcou.

O Paysandu-PA, com mísero ponto, sobrevive por piedade matemática.

Paysandu que meteu 1x0 no Boca Juniors, dentro da Bombonera, pelas oitavas-de-final da Libertadores 2003.

E mudou tudo depois daquele 24 de abril, exceto a turma da diretoria.

Mas o Pará continua no páreo com Ananindeua e Tuna Luso.

E três estados seguem com todos os representantes na zona boa:

Paraíba: Atlético e Nacional.

Rio Grande do Norte: ABC e Potiguar.

E Goiás, recordista: Atlético, Crac, Itumbiara e Vila Nova.

Por curiosidade, São Paulo reagiu e teria Bragantino, Guarani e Noroeste.

22 julho 2007

Bahia classificado. E daí?

O Bahia ganhou por 2x0 do América-SE e se classificou no grupo 7 da Série C.

Um gol de Cléber no primeiro e outro de Charles no segundo tempo.

Ainda bem que a Fonte Nova esteve com portões fechados.

Ninguém merecia ver o 44ª time na temporada errar fundamentos básicos.

Nem Arturzinho agüenta mais e, no final da partida, fez crítica velada a alguns jogadores, coberto de razão.

Deveria, também, assumir grande parcela.

Como gosta de improvisar e como substitui mal.

São sete meses em monta e desmonta e sem acertar quase nada.

Quase, porque a dupla Alison e Eduardo completou quatro partidas invicta.

Mas, ou o Bahia encontra rumo, ou vai ser igual ao ano passado.

Ah, o Confiança-SE marcou 4x2 no Asa-AL e continua líder.

Já o Atlético apenas empatou por 1x1 com o Poções, em Vitória da Conquista.

Saiu atrás, com de Luizinho, e empatou no segundo tempo, com Ademir.

Empatou em tudo com o Linhares-ES, derrotado por 2x0 pelo Coruripe-AL, este classificado, com sobras, no grupo 8.

*Atualizada às 10h17 de segunda-feira, pois faltavam os gols do Bahia.
*Atualizada outra vez às 12h58, porque foi Luizinho e não Kena quem marcou o gol do Poções, como pude ver pela televisão.

Balanço da 13ª rodada

Foram 31 gols em dez partidas da Série B.

Com oito vitórias dos mandantes, três empates e a ousadia do Avaí.

Para 6.952 pagantes em média, sem contar Criciúma 2x0 Vitória e Brasiliense 1x0 Ponte Preta.

Destaque absoluto para o Mundão do Arruda, com 31.056 pagantes.

Mas torcida não faz gol.

E a do Santa Cruz deslumbra a Série B apesar de o time medíocre flertar com o rebaixamento.

Zona onde Paulista e Ituano se alternam na lanterna.

Por falar em São Paulo, o estado não possui ninguém no G-4.

Apesar de ter oito dos 20 clubes do campeonato.

Lá na frente, o Criciúma terminou líder pela décima vez em 13 rodadas.

Três contas e um problema para domingo

Os três clubes baianos jogam pela quarta rodada da Série C, às 16h.

Poções e Atlético em confronto para lá de decisivo no Lomanto Júnior.

Até o empate elimina a Raposa no grupo 8.

E apenas o triunfo traz tranqüilidade ao Carcará.

Na Fonte Nova, a derradeira partida do verdadeiro Público Zero.

Onde o fim não justifica os meios, mas neste caso se entrelaçaram.

Favoritismo absoluto do Bahia contra o América-SE, apesar da 44ª escalação na temporada.

Basta vencer que carimba a vaga no grupo 7.

E para ganhar tem que marcar gol ou gols. Certo?

Exato!

Desde que a arbitragem os valide; óbvio!

E, entre os assistentes, Raimundo Carneiro de Oliveira (BA).

Que esteve na partida de dois gols anulados contra o Asa-AL, também na Fonte Nova com portões fechados.

Um dos que a diretoria tricolor disse entrar com representação nas comissões de arbitragem da FBF e CBF.

Se entrou, como disse, não teve prestígio algum.

Ou tinha, também neste tema, absoluta falta de razão.

Ou sou eu quem vê demais?

21 julho 2007

Que Vitória...

O Criciúma bateu o Vitória por 2x0, no Heriberto Hulse.

Não vi e tampouco ouvi a partida.

Estive na cobertura do enterro de Antonio Carlos Magalhães.

Pelo resultado, atestei, outra vez, ser este time uma criança.

Com suporte da torcida, espécie de irmão mais velho, desafia quem aparece.

Quando precisa mostrar personalidade, acovarda-se.

Perdeu duas posições, mas, por sorte, continua no G-4 da Série B.

Neste ritmo, não sei até quando.

Duelo de líderes

O Criciúma pega o Vitória às 16h, no Heriberto Hulse, pela 12ª rodada.

Duelo de líderes sem colocar em jogo a dianteira da Série B.

São 26 pontos do mandante contra 21 do perseguidor.

Os catarinenses ainda não perderam duas consecutivas. E estão 100% em casa.

Os baianos não ganharam três seguidas, mas gozam dos mais eficientes ataque e defesa do campeonato.

Pela Série C, ambos classificados, o Criciúma humilhou: 6x0.

Qual será a história do dia?

No mesmo horário, outras cinco partidas.

Uma de nível: Coritiba x Barueri.

Quatro lugar contra o quinto.

Outra de baixo nível: Santa Cruz e Remo.

Adversários dentro da zona de rebaixamento.

No Presidente Vargas, o Fortaleza em queda livre encara o capenga Ituano.

No interior paulista, situações opostas.

O Marília tem todo favoritismo contra o Ceará.

Mas o lanterna Paulista deve servir de trampolim ao Gama.

As duas partidas de ontem pela 12ª rodada foram decididas no finalzinho.

Visitante, o Avaí desencantou a custa do São Caetano, quatro jogos sem ganhar no ABC, gol de Batista, aos 44 minutos do 2º tempo.

Mandante, o Brasiliense comemorou triunfo sobre a Ponte Preta também pelo placar mínimo com gol de Adrianinho, nos descontos.

Para lembrar, na terça-feira, Ipatinga 2x1 Santo André e Portuguesa 1x1 CRB.

20 julho 2007

Fiscal de aeroporto

O caos aéreo também modificou a programação dos clubes de futebol.

Pior para quem tem bolso mais curto, vítima de calafrios na incerteza de cumprir a programação estabelecida sem gastos e aborrecimentos extras.

Givanildo Oliveira foi zombado quando decidiu antecipar em um dia os vôos do Vitória, até quem o achincalhou raciocinar um pouco e ver que não era luxo algum.

Sem contar esta ida a Criciúma, a delegação esperou em média duas horas antes de cada uma das dez saídas e retornos.

Por isto, o Vitória criou a função de “fiscal de aeroporto”.

Especialmente nas saídas do Aeroporto de Salvador, o supervisor de futebol Mário Silva pessoalmente confere se há atrasos e previsão de partida.

Tudo para minimizar o estresse nos atletas.

O caminho de Arturzinho

Arturzinho disse que o Bahia está evoluindo gradativamente e aos poucos as peças vão se encaixando. Com discurso parecido, Charles levou até o octogonal da Série C. Pedia calma. Os três pontos eram o mais importante de tudo. Acreditou-se e, hoje, o Bahia segue no fundo do poço. Arturzinho, aos meus ouvidos, ressuscitou o tema após a horrorosa partida contra o América-SE. Usou até o argumento da classificação antecipada como tranqüilizante.

Não engulo mais. Porque, dentro de campo, persistem desorganização tática e falta de conjunto mesmo com ele há sete meses treinando o Bahia.

Charles engatinhava como treinador profissional. Arturzinho tem mais de uma década. Sua carreira é marcada por passagens curtas e muitas experiências. Ganhou estaduais por Vitória e Vila Nova-GO e um regional pelo América-RN. O último título foi o Baiano de 2002, logo, atravessa seca mais extensa que o Bahia, vencedor do Nordestão encerrado meses depois.

Como cirurgicamente me disse Mauro Fernandes, ele parece o Carpegiani. Mauro foi puro. Eu, crítico, acrescento. Arturzinho jamais foi a uma Copa do Mundo e não armou o Flamengo de Raul; Leandro, Mozer, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.

Não que este Bahia possa, evidente, claríssimo! Mas ele nem sequer se permite.

Que o Bahia não é o Real Madrid, sabemos, ora. Que tem a maior folha da Série C, também.

Talvez seja sua inquietude genética. Por personalidade, Arturzinho sempre prezou, e faz questão de afirmar, absoluta necessidade de deixar o grupo motivado, o que, para ele, implica não rotular titulares ou reservas. É avesso a quem gosta de uma escolha bem feita e definida.

Isto de titular ou reserva, jovem ou maduro, bom ou ruim, esse antagonismo impregnou sua mente. Que arquitetou 43 escalações diferentes na temporada. Descarta a dualidade apenas na hora da preleção. É preciso inovar, nunca repetir.

Nas próximas rodadas, Rogério, Danilo Rios e Moré, os três melhores tricolores no Campeonato Baiano, vão ser liberados pelo Departamento Médico.

Em 2004, Oswaldo Alvarez, Vadão, perdeu o Campeonato Baiano e largou mal na Série B, objetivo para o qual dizia ter sido contratado.

Engrenou a partir da 5ª rodada, em maio, quando acertou time e esquema usados até o fim.

Não subiu à Série A por motivos que qualquer baiana de acarajé sabe de cor.

Neste contexto, estou céptico é se Arturzinho vai conseguir simplificar, ainda mais após ver o time regredindo com três partidas pífias na Série C.

Simplicidade, aliás, virtude de sobra no último treinador a completar uma temporada no Bahia.