25 julho 2007

Sobre Nonato

Tinha me prometido não falar nada sobre Nonato.

Porque, como se sabe, um gesto vale mais que mil palavras.

Ainda mais quando elas são sugeridas pelo empresário.

Diferente do gesto, que foi expressão pessoal.

Contudo, José Roberto Tolentino, médico e colunista do ecbahia.com.br, foi sublime.

“Para o desempenho e atitudes de Nonato não tenho nem eufemismos nem oxímoros, pois até as palavras, que têm limites, decência e compostura, estão mortas de vergonha”.

Para constar: eufemismo (1) é uma figura de linguagem que consiste em suavizar uma expressão ou idéia usando termos menos contundentes; oxímoros (2) são figuras da retórica clássica que consistem em combinar, numa só expressão, dois termos considerados antagônicos.

Exemplo 1: Dizer corrupto ao invés de ladrão.
Exemplo 2: Mentiras sinceras. Ou o grandioso soneto lírico de
Luís de Camões sobre amor.

Balanço da 14ª rodada

Foram 32 gols em dez partidas da Série B.

Sete vitórias dos mandantes e três empates.

Apenas um 0x0, entre Ipatinga e Barueri.

Destaque para o Marília.

Que voltou ao G-4 mesmo punido com a perda de seis pontos por escalar um atleta irregular e, dos oito representantes de São Paulo, é o melhor colocado.

O Paulista passou a lanterna para o Ituano, rotina entre eles.

Santa Cruz e Remo também vão se acomodando na zona de corte.

O Criciúma terminou líder pela 11ª vez em 14 rodadas.

Já botou seis pontos na frente do Coritiba, segundo, e onze no Vitória, quinto, primeiro dos que não vão a lugar algum quando acabar o campeonato.

Média na rodada de 6.596 pagantes, sem contar Ipatinga x Barueri, cujo borderô não está disponível no site da CBF.

No Arruda, 29.678 pagantes – 25 mil na promoção Todos com a Nota.

E o São Caetano passou o Ituano.

Pior público com 231 pagantes diante do Remo.

Mas continua, digamos, atrás na lista “Top 10”.

Placar 6x4 para a cidade dos superlativos.

OBS: Sobre o Todos com a Nota, do Governo Pernambucano. Antes de ter acesso ao ingresso, o torcedor se dirige a um dos diversos pontos da campanha espalhados pelo Recife e efetua a troca de notas fiscais pelos Vales Cidadãos. Cada R$100,00 em notas da direito a um vale, o qual pode ser trocado por um ingresso.

*Atualizada às 21h40, com a média de público.

24 julho 2007

Vitória triturado na Boca do Jacaré

O Vitória sofreu a maior goleada da Série B duas rodadas depois de ter feito igual com o Fortaleza.

Brasiliense 6x0, na Boca do Jacaré, e queda para o quinto lugar.

Com sete minutos, nasceu a sexta derrota como visitante - quinta consecutiva.

Que golaço!

Allan Delon recebeu lançamento do meio-de-campo de Adrianinho e, de primeira, encobriu Ney.

Aliás, não pergunte onde estava a defesa.

Melhor dizendo, o time inteiro.

Consertando, um bando, esta noite.

Adrianinho foi sublime.

Deu mais dois passes para gol, ambos de cabeça após escanteio:

Warley fez o segundo do Brasiliense, aos 22 do 1º tempo, e Pedro Paulo, substituto de Júnior Baiano, o sexto, aos 43 do 2º tempo.

Warley estava encapetado.

Porque antes de fazer o quarto gol, da risca da meia-lua, aos 37, deu o terceiro de presente para Dimba, aos 25.

Givanildo estava tão zonzo, deduzo, que esperou voltar do vestiário para tentar algo trocando Bida e Índio por Jackson e Paulo César, também discretos.

Era nítido que os jogadores do Vitória estavam mais amarelos que a camisa do Brasiliense.

Na etapa final, para ser fiel, os baianos chutaram à vontade.

Nada, contudo, que exigisse esforço do goleiro Guto.

Talvez, olhe lá, um tiro Joãozinho, aos 38, defendido em dois tempos.

E bastou esta ousadia para Reinaldo Aleluia acertar o travessão e, no rebote, Adrianinho fazer o dele, o quinto do Brasiliense.

*Atualizada às 12h07. Correção: Foi a quinta, e não quarta, derrota consecutiva do Vitória - 3x1 Ituano, 1x0 Portuguesa, 3x1 Barueri, 2x0 Criciúma e 6x0 Brasiliense.

Ah, que saudade de você!

Quem mais vezes treinou o Ipitanga foi Alcyr Silva: cinco.

Quem mais vezes foi demitido, também: quatro.

Todas por Renato Braz, que o contratou para o Atlético de Alagoinhas substituindo Gilmey Aymberê.

Alcyr se manteve no Ipitanga somente uma vez até o final de seu acordo.

Na Série C do ano passado, quando terminou na lanterna do grupo 8, com quatro pontos.

E Renatinho tinha ido embora meses antes, brigado com o alemão Martin Winner.

No Campeonato Baiano, Alcyr Silva passou por Itabuna e Juazeiro.

Saiu pelos fundos.

No Itabuna, ganhou uma partida, empatou outra e perdeu cinco.

Dos três treinadores do Juazeiro, foi o com pior aproveitamento de pontos: 40%, contra 48% de Sérgio Araújo, que saiu para ser auxiliar de Mário Sérgio, no Figueirense, e 62,5% de Célio Gonçalves, que veio dos juniores.

Até quem parece novo no futebol baiano carrega velhos vícios.

A Série B passa. Assim...

Terça-feira com rodada completa, às 20h30, pela Série B.

E lá se vai 37% do campeonato, assim, despretensioso.

Bom para surpreender os desatentos.

Na medida para expulsar do G-4 o derrotado de Brasiliense x Vitória, na Boca do Jacaré.

Marília e Gama, logo atrás na tabela, torcem por empate, direto do interior paulista.

Coritiba e Ponte Preta, no Couto Pereira, fazem partida vital para ambos.

O Coritiba tenta engrenar, senão repete filme do ano passado.

A Ponte também, porque correr atrás desgasta e nem sempre adianta.

No Heriberto Hulse, dá pena do Ituano.

Somente daqueles acontecimentos do futebol para o Criciúma, líder e 100% como mandante, não passar como um trator por cima do lanterna.

Ipatinga e Barueri devem fazer jogo equilibrado, em Minas.

Como Portuguesa e Avaí, no Canindé.

No Nordeste, dois jogos.

O Santa Cruz recebe o Ceará.

Com obrigação de vencer e empurrar o adversário para a zona de rebaixamento.

O Fortaleza pega o Santo André.

Vida dura pelo momento tricolor, mas ideal para renascer.

Para quem tem estômago e bola de cristal:

São Caetano x Remo, no ABC.

Paulista x CRB, em Jundiaí.

23 julho 2007

Homem de ouro

A imprensa baiana exulta a dupla de vôlei de praia Ricardo/Emanuel.

É natural no jornalismo aproximar a notícia do leitor.

E foi a primeira medalha dourada de um baiano no Pan Rio 2007.

Ricardo Alex Costa Santos nasceu em Salvador, em 6 de janeiro de 1975.

Mas nunca teve patrocínio por aqui.

Engrossou como mais um a lista de retirantes esportivos.

Em 1998, fixou residência em João Pessoa, na Paraíba, graças à estrutura competitiva montada por Zé Marco, seu parceiro no primeiro dos cinco títulos mundiais.

Foi lá, também, que desfilou em carro do Corpo de Bombeiros exibindo a medalha de prata trazida da Olimpíada de Sidney 2000.

A mais bela homenagem que ganhou na vida, contou-me, durante a etapa do Circuito Mundial disputada em Salvador, em 2005.

Mais que ter sido o primeiro, em 2004, e ainda ser o único atleta masculino brasileiro escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional para pertencer à galeria dos heróis olímpicos.

Seus olhos eram reflexo da alma.

Os de Carlos, ainda mais molhados, também.

Seu pai, contudo, lamentou a ausência de tributo no retorno de Atenas 2004 ao único baiano da história a conquistar um ouro olímpico.

Ricardo engoliu a seco.

E comentou a alegria de jogar com os amigos nas areias da Praia de Armação, onde começou assistindo ao tio Paulão, agora observado pelos filhos Giulia e Pedro.

Pois sempre que pode passa alguns dias na casa que mantém em Salvador.

Discreto.

Quase anônimo.

Resumo da 4ª rodada

Foram 93 gols em 32 partidas na Série C: 2,9 em média – a melhor até agora.

Quatro clubes se classificaram para a segunda fase: Bahia-AL, Confiança-SE, Coruripe-AL e Roma-PR.

O Vila Nova-GO, único 100%, ainda não.

Estes cinco integram o batalhão dos 11 invictos.

Já o Poções-BA está entre os 12 que ainda não ganharam.

Somente o Bahia não sofreu gol.

Ironia ou coincidência, você decide, apenas o América-SE não marcou.

O Paysandu-PA, com mísero ponto, sobrevive por piedade matemática.

Paysandu que meteu 1x0 no Boca Juniors, dentro da Bombonera, pelas oitavas-de-final da Libertadores 2003.

E mudou tudo depois daquele 24 de abril, exceto a turma da diretoria.

Mas o Pará continua no páreo com Ananindeua e Tuna Luso.

E três estados seguem com todos os representantes na zona boa:

Paraíba: Atlético e Nacional.

Rio Grande do Norte: ABC e Potiguar.

E Goiás, recordista: Atlético, Crac, Itumbiara e Vila Nova.

Por curiosidade, São Paulo reagiu e teria Bragantino, Guarani e Noroeste.

22 julho 2007

Bahia classificado. E daí?

O Bahia ganhou por 2x0 do América-SE e se classificou no grupo 7 da Série C.

Um gol de Cléber no primeiro e outro de Charles no segundo tempo.

Ainda bem que a Fonte Nova esteve com portões fechados.

Ninguém merecia ver o 44ª time na temporada errar fundamentos básicos.

Nem Arturzinho agüenta mais e, no final da partida, fez crítica velada a alguns jogadores, coberto de razão.

Deveria, também, assumir grande parcela.

Como gosta de improvisar e como substitui mal.

São sete meses em monta e desmonta e sem acertar quase nada.

Quase, porque a dupla Alison e Eduardo completou quatro partidas invicta.

Mas, ou o Bahia encontra rumo, ou vai ser igual ao ano passado.

Ah, o Confiança-SE marcou 4x2 no Asa-AL e continua líder.

Já o Atlético apenas empatou por 1x1 com o Poções, em Vitória da Conquista.

Saiu atrás, com de Luizinho, e empatou no segundo tempo, com Ademir.

Empatou em tudo com o Linhares-ES, derrotado por 2x0 pelo Coruripe-AL, este classificado, com sobras, no grupo 8.

*Atualizada às 10h17 de segunda-feira, pois faltavam os gols do Bahia.
*Atualizada outra vez às 12h58, porque foi Luizinho e não Kena quem marcou o gol do Poções, como pude ver pela televisão.

Balanço da 13ª rodada

Foram 31 gols em dez partidas da Série B.

Com oito vitórias dos mandantes, três empates e a ousadia do Avaí.

Para 6.952 pagantes em média, sem contar Criciúma 2x0 Vitória e Brasiliense 1x0 Ponte Preta.

Destaque absoluto para o Mundão do Arruda, com 31.056 pagantes.

Mas torcida não faz gol.

E a do Santa Cruz deslumbra a Série B apesar de o time medíocre flertar com o rebaixamento.

Zona onde Paulista e Ituano se alternam na lanterna.

Por falar em São Paulo, o estado não possui ninguém no G-4.

Apesar de ter oito dos 20 clubes do campeonato.

Lá na frente, o Criciúma terminou líder pela décima vez em 13 rodadas.

Três contas e um problema para domingo

Os três clubes baianos jogam pela quarta rodada da Série C, às 16h.

Poções e Atlético em confronto para lá de decisivo no Lomanto Júnior.

Até o empate elimina a Raposa no grupo 8.

E apenas o triunfo traz tranqüilidade ao Carcará.

Na Fonte Nova, a derradeira partida do verdadeiro Público Zero.

Onde o fim não justifica os meios, mas neste caso se entrelaçaram.

Favoritismo absoluto do Bahia contra o América-SE, apesar da 44ª escalação na temporada.

Basta vencer que carimba a vaga no grupo 7.

E para ganhar tem que marcar gol ou gols. Certo?

Exato!

Desde que a arbitragem os valide; óbvio!

E, entre os assistentes, Raimundo Carneiro de Oliveira (BA).

Que esteve na partida de dois gols anulados contra o Asa-AL, também na Fonte Nova com portões fechados.

Um dos que a diretoria tricolor disse entrar com representação nas comissões de arbitragem da FBF e CBF.

Se entrou, como disse, não teve prestígio algum.

Ou tinha, também neste tema, absoluta falta de razão.

Ou sou eu quem vê demais?