14 julho 2007

Carcará depenado

O Atlético de Alagoinhas perdeu para o Coruripe por 2x0, no interior alagoano.

Não vi e tampouco ouvi.

Mas o resultado foi péssimo para os clubes baianos, que hoje estariam eliminados no grupo 8 da Série C.

Mauro César marcou aos 24 min do 1º tempo, de falta.

E ampliou aos 38, em pênalti, dizem, pra lá de polêmico.

No clássico sergipano, o Confiança venceu por 3x0 o América, gols de Bira, Rafael e Guga, e lidera o grupo 7.

Tem um gol a mais de saldo que o Bahia, segundo, também com quatro pontos.

Vitória detona Fortaleza

O Vitória voltou à rotina de triunfos maiúsculos na Série B.

Com o empate sem gols entre Santo André e Coritiba, terminou a 12ª rodada como vice-líder.

No Barradão, detonou por 6x0 o Fortaleza, ladeira abaixo após a sétima partida sem vencer.

Que fase atravessa Joãozinho!

Marcou o terceiro, aos 43min do 1º tempo, e deu passe para Alysson deixar Getúlio Vargas na saudade e fazer o quarto, aos 18 da etapa final.

Nos dois primeiros, troca de gentilezas.

Aos 20, Índio amorteceu no peito o escanteio cobrado por Faioli e chutou para abrir o placar.

Dez minutos depois, em confabulação de falta ensaiada, ajeitou para Faioli bater forte.

A esta altura, a qualidade dos baianos inibia os cearenses, que se rendiam a cada minuto.

A situação do Fortaleza agravou-se ainda mais no início da etapa final, quando André Lima derrubou Apodi e acabou expulso.

Qualquer estratégia do comandante Amauri Knevitz discutida no intervalo morria ali.

Já havia quem se desse por satisfeito e a arquibancada se movia no ritmo da ola.

Desta vez, diferente das três goleadas anteriores, não houve contratempo.

Deu tempo até para a dupla de volantes marcar gols.

Chicão, aos 31, completou escanteio cobrado por Índio.

Vanderson, aos 43, acertou tirambaço e sorriu, de orelha a orelha, na comemoração de seu primeiro gol como rubro-negro.

Fonte Nova tricolor

Cerca de 500 tricolores foram ao estacionamento da Fonte Nova ouvir pelo rádio Bahia e Asa.

Este aqui também embalou nas ondas sonoras porque trabalhou em Vitória 6x0 Fortaleza.

Mas futebol tampouco foi visto por quem da imprensa esteve do lado de dentro.

Bradaram que o time não jogou quase nada.

Foi um gol em cada tempo.

No primeiro, Pedrão, contra, completou cruzamento de Cléber.

Nos descontos, Amauri deixou o segundo, estreando o carimbo tricolor.


Ao menos um resultado positivo para o futebol baiano na Série C.

Caça à raposa

De Linhares e Poções, no interior capixaba, soube apenas o placar.

Mas o jogo terminou com o resultado esperado.

Derrota da raposa do sudoeste, gol de Rodrigo Calixto, no segundo tempo.

Baianos atrás do triunfo

O futebol baiano tem segunda chance para vencer na Série C.

Às 15h, no interior capixaba, o Poções, de quem não se espera nada, pega o Linhares-ES.

À noite, às 20h30, o Atlético de Alagoinhas, após empatar quando tinha vantagem de três gols, tem parada duríssima contra o Coruripe, líder porque venceu fora de casa mesmo jogando com um a menos.

Contudo, a partida de maior interesse acontece entre uma e outra, às 16h, na Fonte Nova.

Porque é imprevisível cravar resultado para Bahia e Asa.

Afinal, mesmo com a maior folha salarial da terceirinha, o tricolor não é o Real Madrid e Arturzinho manda a campo a 42ª escalação diferente no ano.

A primeira sem a torcida ver, privada pela penúltima partida com portões fechados, fruto da explosão contra o Ipatinga, na velha Fonte Nova, na Série C passada.

Vitória busca equilíbrio

Basta o Vitória ganhar do Fortaleza, às 16h, no Barradão, para se manter no G-4.

O problema é que somente uma vez na Série B o time passou duas partidas consecutivas sem perder.

Na segunda e terceira rodadas, quando ganhou do Ceará (3x0), fora, e do Ipatinga (4x0), em casa.

Talvez seja até o vice-líder, desde que faça sua parte e o Santo André não perca para o Coritiba, no ABC, também às 16h.

No mesmo horário, o Gama encara o Santa Cruz no Mané Garrincha.


E só.

Porque a 12ª rodada da Série B começou na sexta-feira à noite.

A Ponte Preta bateu o Criciúma por 3x2, no Moisés Lucarelli, e quebrou a invencibilidade de oito partidas do líder.

A seqüência de sete jogos invictos da Portuguesa também foi pelos ares: Remo 1x0, no Mangueirão.

Dois empates, ambos por 2x2, entre Barueri e Brasiliense, e Ituano e Ipatinga.

E o São Caetano que não vencia há sete partidas fez 3x2 no Ceará, dentro do Presidente Vargas.

Outro visitante a se dar bem foi o Marília, com 1x0 no CRB, no Rei Pelé.

Na Ressacada, Avaí 2x0 Paulista, afundado na lanterna.

13 julho 2007

Estádios mudos

O Coruripe inaugura amanhã no Estádio Gerson Amaral, contra o Atlético de Alagoinhas, o sistema wirelles para acesso sem fio à internet.

Novidade para facilitar o trabalho da imprensa e presente nos principais estádios brasileiros.

Tecnologia que não existe nas defasadas praças esportivas baianas.

Por aqui, o serviço de internet banda larga funcionou na Fonte Nova até o Brasileiro Série B de 2005.

Mas o Bahia não pagou débito com a Telemar e, desde então, as linhas ficaram mudas.

No Barradão, nunca houve. Como tampouco no interior do estado.

Quem gosta de usar computador portátil para dar informações direto do campo ou da Tribuna de Imprensa precisa assinar, por conta própria, algum serviço de internet móvel banda larga.

12 julho 2007

Baianos e o Pan Rio 2007

A cerimônia de abertura dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007 acontecerá amanhã à tarde, mas duas atletas nascidas na Bahia têm estréia, nesta quinta, às 15h30.

Elaine Estrela e Formiga defendem a Seleção de futebol feminino contra o Uruguai, no Estádio João Havelange.

Ao todo, 19 atletas nascidos no estado compõem os 659 convocados.

Irrisórios 2,88%.


Mais dimutos ainda porque apenas sete (1,06%) vivem na Bahia.

O que escancara a sangria esportiva.

Que obriga, registre-se, até atletas de ponta migrar atrás de perspectiva.

Se sonha viver do esporte, levante o corpo em outro lugar.

Fenômeno que se fortalece na abstinência de políticas públicas.

Pois Ana Marcela Cunha, 15 anos, mudou-se para Santos meses atrás, levando à tira colo pai e mãe.

Medalha, para baiano, é artigo para ser visto pela televisão.

Abaixo: modalidade, atleta e local de nascimento.
*Com asterisco, quem ainda reside na Bahia. Todos na capital.


Atletismo
100m e 4x100m – Luciana dos Santos - Ilhéus
800m – Kleberson Davide - Ibirataia
Maratona - Sirlene Pinho – Santaluz

Boxe
*48kg – Paulo Carvalho – Gandu
*51kg – Robenilson Vieira – Salvador
*60kg – Everton Lopes – Salvador
*69kg - Pedro Lima – Riachão do Jacuípe
91kg – Rogério “Minotouro” – Vitória da Conquista

Canoagem
C2 500m e 1000m – Vilson Conceição – Itacaré

Esgrima
Sabre – Deise Falci – Salvador

Futebol
Elaine Estrela – Salvador
Formiga – Salvador

Hóquei na grama
Daione Mitchell – Salvador

Ginástica Rítmica
Marcela Menezes – Salvador

Natação
*800m – Nayara Ribeiro – Vitória da Conquista
*1500m – Luis Rogério Arapiraca – Feira de Santana
*Maratona Aquática – Alan do Carmo – Salvador
Maratona Aquática – Ana Marcela Cunha – Salvador

Vôlei de praia
Masculino - Ricardo Costa – Salvador

Dias de Índio

Muitas vezes, dentro do campeonato, muda-se a avaliação sobre um jogador.

Quanto mais durante o ano.

E era quase impossível Índio manter o ritmo do Baiano.

Mesmo assim, no estadual que não avalia ninguém, a torcida do Vitória forjou ídolo e o cobra como tal.

Quer gols e flechadas, coisa que Índio faz desde ano passado, apesar de ter sido reserva, lateral e volante.

Contudo, o Vitória, inseguro, vive período de afirmação na Série B.

Índio, despontando na carreira como atacante, também.

Exceto contra o Atlético-PR na Copa do Brasil, finalmente tem sido exigido.

Não parece, mas participou diretamente de seis dos 23 gols do melhor ataque do campeonato, ao lado do Marília.

Com quatro gols e duas assistências em nove partidas, estréia excluída.

Menos apenas que Joãozinho, sete gols e três passes decisivos, e Apodi, um e sete.

O fato é que Índio, apesar dos números, não está bem.

Desiludiu a torcida, que o vaiou no Barradão para a entrada de Paulo César.

Que não se abata e decepcione Givanildo Oliveira.

Porque o treinador, durante o Baiano, manteve Joãozinho e Apodi.

O atacante que não fazia gols e o lateral que não marcava ninguém.

Balanço da 11ª rodada

A média de público na Série B foi de 5.271 pagantes, excluindo-se Gama-DF 4x2 Avaí-SC, partida com súmula divulgada, porém borderô, não. Muito curioso!

Destaque para os 11.516 torcedores no Barradão, seguidos pelos 8.567 de Fortaleza 0x0 Ipatinga, no Castelão. Este, aliás, único sem a alegria do gol.

Criciúma 3x1 Coritiba, o líder contra o vice, teve 7.082 pagantes, no Heriberto Hulse.

Resultado que fez disparar na liderança o campeão da Série C, invicto há oito rodadas.

Mandante pela sexta vez, o Ituano pela sexta vez registrou o pior público da rodada: 384 pagantes, digno de revoltar a cidade dos superlativos.

Foram 31 gols em 10 partidas.

Sem qualquer triunfo dos visitantes.